Contagem regressiva para
implantação do CAR fomenta serviços de consultoria rural
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse, recentemente, em
audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados Federais,
que o sistema do CAR estará pronto até dezembro deste ano, tornando-se ele, uma
base única de dados sobre a situação ambiental no país.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 5,2 milhões de imóveis rurais no país devem se inscrever no CAR.
Em Bagé, a preocupação com essa nova realidade para o agronegócio do país já impulsiona ações de capacitação de empresas de consultoria rural para atender os clientes que terão que ingressar no CAR. Uma delas é a Ambiental Consultoria e Projetos.
O engenheiro agrônomo Luiz Henrique Pacheco Corrêa destaca que a empresa investiu em treinamento e capacitação para essa importante etapa do agronegócio brasileiro. “Nós acreditamos que, a partir deste segundo semestre, seja implantado o Cadastro Ambiental Rural e, a partir desse período, os produtores terão um ano de prazo para fazer o cadastro. O CAR tem algumas particularidades, pois o Ministério do Meio Ambiente vai implementar esse cadastro dizendo que não há necessidade dos escritórios auxiliarem os produtores. No entanto, para fazer esse procedimento, o produtor precisará de documentos que, por exemplo, só o CREA pode emitir, através de um profissional habilitado. Então, automaticamente, é necessária a contratação de um profissional habilitado para fazer o Cadastro Ambiental Rural de uma propriedade”, explica o engenheiro agrônomo, ressaltando que a equipe da empresa fez um treinamento específico para o CAR em Porto Alegre.
De acordo com Corrêa, a etapa após a implantação do CAR irá gerar uma demanda grande para serviços que venham a legalizar a propriedade rural. Ele reitera que haverá falta de profissionais para atender as exigências do Governo Federal. “Hoje, nós temos no universo de Bagé cerca de duas mil propriedades e temos poucos técnicos e escritórios capacitados para atender essa demanda”, declara.
Corrêa exemplifica que se um produtor tem um passivo ambiental em sua propriedade, ele terá que fazer uma declaração em que constará um projeto de recuperação daquele impacto que provocará. “Por exemplo, se uma lavoura de arroz é construída numa várzea em uma beira do arroio. No passado, isso era legal, hoje não. Então, o produtor tem que declarar e já apresentar um programa de recuperação que é feito apenas por técnicos habilitados e capacitados para isso”, argumenta.
Outro fator destacado pelo empresário está na preocupação com as perícias ambientais. A empresa é credenciada junto ao Fórum de Dom Pedrito e, segundo o coordenador da Ambiental, é muito importante para o produtor realizar as auditorias ambientais. “Eles nos contratam, fizemos uma auditoria ambiental que aponta onde estão os problemas na propriedade. Aí, se o produtor deseja resolver esse problema, então fizemos junto com ele um planejamento, para que toda a propriedade fique dentro das normas. Por isso uma auditoria espontânea é o que nós preconizamos para os produtores”, afirma.
Empreendedor e meio ambiente
Luiz Henrique Pacheco Corrêa comenta que a empresa, constituída por três engenheiros agrônomos, nasceu há 12 anos com o objetivo de trabalhar com licenciamentos ambientais. “Atualmente, estamos trabalhando com projetos da área agroambiental. Fizemos todo tipo de serviços desde o geoprocessamento, projetos de regularização de barragens (outorga e reserva hídrica), programas e projetos de recuperação de áreas degradadas, programas de gerenciamento de resíduos sólidos, programas de controle ambiental, entre outros serviços de consultoria e planejamento agroambiental”, destaca.
O engenheiro agrônomo ressalta que, nos últimos anos, há uma procura grande por projetos no campo que tenham como base a inter-relação empreendedor e meio ambiente, este o norte da empresa. Segundo Corrêa, muitas empresas estão vindo de outras regiões do Brasil para se instalar na região de Bagé, mantendo um cuidado de estarem dentro das normas legais. “Há essa procura porque é importante que seus projetos de desenvolvimento interno da propriedade aconteçam dentro dessas normas. O agropecuarista regional ainda tem certa resistência em termos de preocupação com esses aspectos, até mesmo pelo contexto regional. Porém, nós sempre enfatizamos a importância de se alcançar um desenvolvimento sustentável, fundamentado em um crescimento ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo”, enfatiza.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 5,2 milhões de imóveis rurais no país devem se inscrever no CAR.
Em Bagé, a preocupação com essa nova realidade para o agronegócio do país já impulsiona ações de capacitação de empresas de consultoria rural para atender os clientes que terão que ingressar no CAR. Uma delas é a Ambiental Consultoria e Projetos.
O engenheiro agrônomo Luiz Henrique Pacheco Corrêa destaca que a empresa investiu em treinamento e capacitação para essa importante etapa do agronegócio brasileiro. “Nós acreditamos que, a partir deste segundo semestre, seja implantado o Cadastro Ambiental Rural e, a partir desse período, os produtores terão um ano de prazo para fazer o cadastro. O CAR tem algumas particularidades, pois o Ministério do Meio Ambiente vai implementar esse cadastro dizendo que não há necessidade dos escritórios auxiliarem os produtores. No entanto, para fazer esse procedimento, o produtor precisará de documentos que, por exemplo, só o CREA pode emitir, através de um profissional habilitado. Então, automaticamente, é necessária a contratação de um profissional habilitado para fazer o Cadastro Ambiental Rural de uma propriedade”, explica o engenheiro agrônomo, ressaltando que a equipe da empresa fez um treinamento específico para o CAR em Porto Alegre.
De acordo com Corrêa, a etapa após a implantação do CAR irá gerar uma demanda grande para serviços que venham a legalizar a propriedade rural. Ele reitera que haverá falta de profissionais para atender as exigências do Governo Federal. “Hoje, nós temos no universo de Bagé cerca de duas mil propriedades e temos poucos técnicos e escritórios capacitados para atender essa demanda”, declara.
Corrêa exemplifica que se um produtor tem um passivo ambiental em sua propriedade, ele terá que fazer uma declaração em que constará um projeto de recuperação daquele impacto que provocará. “Por exemplo, se uma lavoura de arroz é construída numa várzea em uma beira do arroio. No passado, isso era legal, hoje não. Então, o produtor tem que declarar e já apresentar um programa de recuperação que é feito apenas por técnicos habilitados e capacitados para isso”, argumenta.
Outro fator destacado pelo empresário está na preocupação com as perícias ambientais. A empresa é credenciada junto ao Fórum de Dom Pedrito e, segundo o coordenador da Ambiental, é muito importante para o produtor realizar as auditorias ambientais. “Eles nos contratam, fizemos uma auditoria ambiental que aponta onde estão os problemas na propriedade. Aí, se o produtor deseja resolver esse problema, então fizemos junto com ele um planejamento, para que toda a propriedade fique dentro das normas. Por isso uma auditoria espontânea é o que nós preconizamos para os produtores”, afirma.
Empreendedor e meio ambiente
Luiz Henrique Pacheco Corrêa comenta que a empresa, constituída por três engenheiros agrônomos, nasceu há 12 anos com o objetivo de trabalhar com licenciamentos ambientais. “Atualmente, estamos trabalhando com projetos da área agroambiental. Fizemos todo tipo de serviços desde o geoprocessamento, projetos de regularização de barragens (outorga e reserva hídrica), programas e projetos de recuperação de áreas degradadas, programas de gerenciamento de resíduos sólidos, programas de controle ambiental, entre outros serviços de consultoria e planejamento agroambiental”, destaca.
O engenheiro agrônomo ressalta que, nos últimos anos, há uma procura grande por projetos no campo que tenham como base a inter-relação empreendedor e meio ambiente, este o norte da empresa. Segundo Corrêa, muitas empresas estão vindo de outras regiões do Brasil para se instalar na região de Bagé, mantendo um cuidado de estarem dentro das normas legais. “Há essa procura porque é importante que seus projetos de desenvolvimento interno da propriedade aconteçam dentro dessas normas. O agropecuarista regional ainda tem certa resistência em termos de preocupação com esses aspectos, até mesmo pelo contexto regional. Porém, nós sempre enfatizamos a importância de se alcançar um desenvolvimento sustentável, fundamentado em um crescimento ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo”, enfatiza.
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