Fisco inicia operação de
autorregularização de empresas
Operação 'Programa Alerta' tem como alvo entidades beneficentes, o setor de bebidas e as prestadoras de serviços ao setor público
A Receita
Federal está de olho em entidades beneficentes de assistência social que se
declaram isentas. Na operação Programa Alerta, que tem início nesta
segunda-feira, o Fisco vai enviar cartas a 2.091 entidades, que terão a
oportunidade de apresentar os documentos que atestam sua condição de
beneficiária da isenção. O benefício fiscal usufruído por essas entidades
atingiu 2,85 bilhões de reais entre 2010 e 2011. É pré-requisito para usufruir
da isenção o reconhecimento pelo Ministério da Saúde, ou da Educação ou do
Combate à Fome.
A operação
Programa Alerta tem como alvo, além das entidades beneficentes, o setor de
bebidas e prestadoras de serviços ao setor público. Com a ação, a Receita
notificará entidades ou empresas nas quais identificou problemas na declaração
de pagamento de tributos federais e que podem levar a autuação. Entre os
indícios detectados estão omissões, fraudes e erros que acarretaram pagamento
menor do imposto devido. Com essa sinalização, a Receita espera que os
contribuintes façam a chamada "autorregularização" da declaração,
corrigindo os problemas antes do início do processo de fiscalização.
Outros 23
contribuintes do setor de bebidas vão receber cartas do fisco informando que
foram encontradas inconsistências no pagamento de tributos e recomendando a
autorregularização. De acordo com a Receita, a comparação entre os valores
estimados pelo sistema da Receita e os utilizados na apuração dos tributos
aponta para uma diferença potencial de quase R$ 200 milhões entre 2010 e 2011,
entre esses 23 contribuintes.
Segundo a
Receita, os fiscais têm investido em sistemas específicos para controle fiscal
de determinados segmentos como é o caso do Sicobe para bebidas. A tributação de
bebidas se dá sobre a quantidade produzida, o que permite ao próprio sistema de
controle estimar os tributos incidentes sobre a receita de cada contribuinte.
Na operação
Programa Alerta, a Receita ainda enviará cartas para empresas fornecedoras do
governo federal. Nessas empresas, o levantamento mostrou uma diferença
potencial de R$ 1,5 bilhão para um universo de 105 contribuintes nos anos de
2009 e 2010. Nesse caso das empresas que têm receita do governo federal, foi
feito um cruzamento de dados com informações do Sistema Integrado de
Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) com as declarações de
receita bruta informada pelas empresas.
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