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Simulações ajudam a avaliar e escolher o modelo tributário de
empresas
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Apesar de ser atraente para pequenas
empresas por representar uma simplificação -uma única declaração é feita para
o pagamento de oito tributos-, a opção pelo Simples não deve ser feita sem um
estudo prévio.
"Não existe receita de bolo. O ideal é
que o empresário faça simulações com a ajuda de um profissional", diz
Júlio César Durante, gerente da unidade de políticas públicas do Sebrae-SP.
Porém, tendo em vista que o final do ano é
o momento de avaliar se a opção feita pela empresa continua sendo a mais adequada
para o ano seguinte, algumas pistas podem indicar que outros regimes de
tributação sejam mais adequados para cada momento da empresa.
A mudança de regime deve sempre ser
realizada na primeira declaração do ano seguinte.
OPÇÕES
Além do Simples Nacional, pequenas empresas
podem pagar seus tributos pelo lucro real ou pelo lucro presumido.
Uma empresa que tem margens de lucro
variáveis durante o ano, por exemplo, poderá ter seus prejuízos compensados
se pagar impostos pelo lucro real, diz Durante.
Nessa modalidade, o imposto é pago sobre o
lucro, e não sobre o faturamento.
Outra questão é o tamanho da folha de
pagamento, diz o presidente do Sescon-SP, José Maria Chapin Alcazar.
Segundo ele, entre os tributos pagos por
optantes do Simples, a maior porcentagem se destina a contribuições para a
Previdência.
Como o valor da contribuição fora do
Simples é de 20% sobre a folha de pagamento, estar no Simples se torna mais
vantajoso quando uma empresa tem um custo grande com funcionários, afirma
Alcazar.
Já uma empresa com poucos colaboradores
pode acabar pagando mais para a Previdência no Simples.
A opção pelo Simples também pode significar
perda de competitividade em alguns setores.
Isso se deve especialmente aos créditos de
ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), diz Durante. Uma
empresa que compra produtos de optantes do Simples terá direito a menos
créditos do que se comprasse de uma não optante.
Fonte: Folha de São Paulo
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